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Prescrição intercorrente na execução fiscal: quando a cobrança parada deixa de valer

Por José Eduardo Mercado · · 5 min de leitura · Tributário
Pilhas de processos antigos em estante de arquivo de cartório

O que é

A prescrição intercorrente é a que acontece dentro de um processo que já existe. Na execução fiscal, ela ocorre quando a cobrança fica parada por anos porque o Fisco não encontra o devedor nem bens para penhorar.

Como funciona a contagem

A regra está no art. 40 da Lei de Execuções Fiscais (Lei 6.830/1980):

  1. Não localizados o devedor ou bens, o processo é suspenso por 1 ano.
  2. Terminado esse ano sem novidades, o processo é arquivado.
  3. A partir daí corre o prazo de 5 anos.
  4. Passados os 5 anos, o juiz, depois de ouvir o Fisco, reconhece a prescrição e extingue a cobrança.

O STJ detalhou como contar esses prazos no Tema 566.

Por que isso importa

Muitas execuções fiscais antigas, de IPTU, IPVA, tributos federais ou de empresas encerradas, ficaram anos sem andamento real. Nesses casos, a dívida pode já não ser exigível, mesmo que ainda apareça como pendente.

Como pedir

  1. Localize o processo pelo CPF ou CNPJ nos sites dos tribunais.
  2. Verifique as datas: quando houve a última tentativa de localizar bens, a suspensão e o arquivamento.
  3. Peça o reconhecimento da prescrição no processo.

Como o escritório pode ajudar

Levantamos as execuções fiscais, conferimos as datas e pedimos a extinção das que estão prescritas. Veja também como se defender na execução fiscal e a página do advogado tributarista.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Minha execução fiscal está parada há 10 anos. Prescreveu?
É bem possível. Se o Fisco não encontrou bens nem o devedor durante o período de suspensão e nos 5 anos seguintes, a prescrição intercorrente deve ser reconhecida. É preciso conferir as datas no processo.
O juiz reconhece sozinho?
A lei permite que o juiz reconheça de ofício, depois de ouvir o Fisco. Na prática, muitos processos ficam esquecidos, e o pedido da defesa acelera o reconhecimento.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individualizada de um advogado. Cada caso depende do contrato específico e das provas disponíveis. Provimento 205/2021 OAB.

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